Archive for the 'Leituras' Category

«cura homossexualidade»…

Ainda há disto aqui ao lado… Será que por cá também temos?

As autoridades espanholas estão a investigar uma clínica de Barcelona que realiza tratamentos para «curar a homossexualidade», avança a agência Europa Press.

Segundo a mesma fonte, as autoridades de saúde vão agora recolher informação para saber e impõem ou não sanções à Policlínica Tibidabo.

Apesar de as directrizes internacionais e espanholas terem excluído a homossexualidade da lista das doenças e transtornos mentais, são muitos os médicos que continuam a defender o contrário. Em Espanha, dizer que a homossexualidade é uma doença e apresentar aos doentes uma solução médica é considerado mau exercício da profissão.

Segundo o jornal espanhola «El Periódico», o psiquiatra da Policlínica Tibidabo, em Barcelona, é um dos que procura soluções médicas para a doença. «Ninguém quer ser homossexual. Se pudessem tomar uma pastilha para deixar de o ser, 99 por cento das pessoas tomava», afirmou ao jornal.

Apesar de ainda não terem recebido nenhuma queixa, as autoridades sanitárias estão agora a investigar o caso.

in: IOL

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Lá, como cá…

O ‘Washington Blade’, publicação pioneira na informação dirigida à comunidade homossexual e transexual dos Estados Unidos, fechou as portas 40 anos depois do seu surgimento.

Ler notícia aqui

Lésbica Universal

A propósito da apresentação do livro “Contos da Diferença”, no Porto, no passado dia 17 de Outubro, tenho andado aqui a “remoer” sobre uma questão que foi levantada por alguns dos presentes.

A questão prende-se com o facto de o livro ser apresentado como “Literatura Lésbica”,  o que, segundo a opinião de algumas das pessoas presentes, pode ser bastante redutor ou limitador do público que poderá ter acesso à obra.

Diziam estas pessoas que o livro devia simplesmente ser apresentado como “Literatura Universal”. Desta forma acabava-se com o rótulo “Lésbico” e toda a gente podia pegar no livro para ler.

Eu já estou habituada a rótulos. Não gosto deles, especialmente daqueles que denotam preconceito, mas o facto é que todos nós rotulamos tudo, até para nos facilitar a vida. Somos assim.

Por esta ordem de ideias, não teria qualquer problema em ver substituído o rótulo “Literatura Lésbica” por “Literatura Universal”, no entanto, fico com a sensação de que esta não seria a solução. Só posso falar por mim própria, claro está, mas iria certamente achar estranho entrar numa livraria e encontrar um livro do “Asterix e Obelix” no meio da Literatura Universal… no mínimo iria pensar que “estes livreiros estão loucos”!

Tentar retirar o peso das palavras, substituindo “Lésbica” por “Universal” pode ser uma táctica, mas não creio que resulte.
No fundo, trata-se apenas de mais um rótulo, de mais uma forma de preconceito, ao não querer deixar visível a palavra “Lésbica” em todo o seu pleno significado, tratando-a como se esta fosse um repelente.

Quando estas pessoas têm medo ou vergonha de entrar numa livraria e pegar num livro para ler, só porque este está na secção de literatura “Gay/Lésbica”, então como é que em público eu posso estar com essas mesmas pessoas, se elas têm medo ou vergonha de me assumir pela “Lésbica” que sou?

Será que ajudaria se eu passasse a apresentar-me como “Lésbica Universal”?

Contos da Diferença – Divulgação e Apresentação no Porto

contos

A menina Tangas do “Tangas Lésbicas” continua  o seu esforço de divulgação do livro – Colectânea de Contos –  “Contos da Diferença”. 

Não é tarefa fácil, mas vão surgindo boas críticas e vai aumentando o interesse pela obra, apesar de a aceitação ser muito “envergonha” por parte da comunidade onde os contos têm origem – a comunidade Lésbica, de onde seria de esperar uma aceitação mais calorosa.

O artigo acima foi publicado no passado fim-de-semana no Jornal Grande Porto, na sua versão impressa e de alguma forma é o cartão de visita para a apresentação que vai ter lugar também no Porto, próximo dia 17, às 22h, no Gato Vadio, na rua do Rosário.

Apareçam! Estão desde já convidad@s!

É claro que estou a puxar a brasa á minha sardinha… um dos contos (o mais giro de todos! 😛 ) é de minha autoria, e eu também vou estar presente.

“Conto” com a vossa presença, e vá lá… comprem o livro! 😉

Mulher fenomenal

Pretty women wonder
Where my secret lies.
I’m not cute or built
To suit a fashion model’s size
But when I start to tell them,
They think I’m telling lies.
I say,
It’s in the reach of my arms,
The span of my hips,
The stride of my step,
The curl of my lips.
I’m a woman
Phenomenally.
Phenomenal woman,
That’s me.

I walk into a room
Just as cool as you please,
And to a man,
The fellows stand or
Fall down on their knees.
Then they swarm around me,
A hive of honey bees.
I say,
It’s the fire in my eyes,
And the flash of my teeth,
The swing in my waist,
And the joy in my feet.
I’m a woman
Phenomenally.
Phenomenal woman,
That’s me.

Men themselves have wondered
What they see in me.
They try so much
But they can’t touch
My inner mystery.
When I try to show them
They say they still can’t see.
I say,
It’s in the arch of my back,
The sun of my smile,
The ride of my breasts,
The grace of my style.
I’m a woman
Phenomenally.
Phenomenal woman,
That’s me.

Now you understand
Just why my head’s not bowed.
I don’t shout or jump about
Or have to talk real loud.
When you see me passing
It ought to make you proud.
I say,
It’s in the click of my heels,
The bend of my hair,
The palm of my hand,
The need of my care,
‘Cause I’m a woman
Phenomenally.
Phenomenal woman,
That’s me.

Poema de Maya Angelou

 


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