Posts Tagged 'Casamento Gay'

Já está!

Hoje é um dia muito importante para tod@s nós!

O casamento entre pessoas do mesmo sexo foi finalmente aprovado na AR.

Está de parabéns a democracia Portuguesa!

Portugal tornou-se o oitavo país do mundo a legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo. A proposta do Governo foi aprovada esta manhã, no Parlamento, com os votos a favor de toda a esquerda parlamentar e contra de toda a direita, mais o de duas deputadas socialitas.

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E quem fala assim…

“O país, como aliás todo o mundo, vive muitos e difíceis problemas que temos de enfrentar, problemas económicos, problemas sociais, problemas educativos e problemas orçamentais. Mas recuso considerar a discriminação e a desigualdade como problemas menores, que podem sempre ficar à espera e que nunca é oportuno resolver”.

1º Ministro – José Sócrates

Esquerda vai travar referendo

Mais de 90 mil portugueses assinaram uma petição para forçar o Parlamento a votar uma proposta de referendo ao casamento homossexual. Mas a iniciativa vai ser chumbada pelos partidos à esquerda. PS, BE e PCP são unânimes: “A Assembleia da República tem legitimidade para legislar sobre a matéria.”

Uma questão de narizes!

Não sei se as caras leitoras estão recordadas de uma série televisiva (algumas de vós, acredito que nem sequer tenham ouvido falar dela), que passou nos anos 60-70 e que dava pelo nome “A feiticeira”.

Até há poucos dias, e embora o casamento ainda não seja possível (obrigam-me assim a viver em pecado! 🙂 ) estava também eu convicta de que vivia com uma feiticeira.

Afinal, não é bem assim…

A minha feiticeira, também faz aquele movimento com o nariz, o mesmo que celebrizou a série televisiva, mas com uma diferença… Quando o faz, não é sinal de que vai acontecer algo de mágico, mas sim, um sinal desesperado para que eu lhe passe um kleenex! 😛

Casamento Gay. Finalmente!

O casamento gay deverá ser em breve uma realidade em Portugal. O Conselho de Ministros aprovou as alterações do código civil que permitem o casamento entre pessoas do mesmo sexo. De fora fica a adopção. O governo já disse que o compromisso eleitoral era o casamento civil e rejeita qualquer hipótese de referendo. A proposta de lei deve ser aprovada pela esquerda parlamentar, no início do próximo ano. Mas o PSD vai avançar com um projecto lei alternativo de união civil. “O nosso diploma salvaguarda que a questão da adopção não fica abrangida neste tipo de relação”, disse Aguiar Branco, o líder parlamentar social-democrata. O bloco de esquerda congratulou-se pela decisão, mas teme que o governo crie novas discriminações, ao impedir o acesso dos casais gay à adopção. A deputada Ana Drago diz que o BE “vê com dificuldade e estranheza” que o Governo crie “novas discriminações”. Portugal vai fazer parte do grupo de países europeus onde o casamento entre homossexuais é legal, entre os quais a vizinha Espanha, a Noruega, a Suécia, a Bélgica e a Holanda. Teresa Pires e Helena Paixão, que se tornaram no símbolo da luta pelo casamento gay, querem ser as primeiras a dar o nó, mais de três anos depois de lhes ter sido negado este direito numa conservatória de Lisboa.

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Vergonha?

A Igreja Católica em Portugal quer ver a questão do casamento Gay “resolvida” antes da visita a Portugal de Bento XVI em Maio de 2010.

Teme a Igreja, e os seus ferverosos seguidores, que a discussão deste assunto durante a peregrinação do Papa a Fátima possa manchar a visita, e lhes cause vergonha ou embaraço. Afinal, o mais importante agora é a dieta e o alojamento de Bento XVI, isso sim, são prioridades!

Já ficaram para trás os problemas económicos e sociais do país que tantas vezes utilizaram para dizer que o Casamento Gay não era prioridade… Afinal, tratar da dieta e do alojamento do Papa, é de alguma forma tratar da dieta  dos pobres e dos sem abrigo deste país… dando-lhe continuação, pois assim, ao serem gastos recursos da Igreja para receber o Papa dos sapatos Prada, certamente que esses recursos vão faltar em alguma obra social ou de caridade da Igreja… digo eu… pois é do rebanho que o pastor retira o seu sustento.

Deste tipo de atitudes, sim, tenho vergonha!

Limitação e proibição

Na sequência de algumas leituras que tenho feito sobre o papel dos activistas políticos em toda esta questão relacionada com os direitos da comunidade LGBT, chego à conclusão que a forma como nos defendem é errada, não completamente errada, e não sem fundamento, mas errada.

Do ponto de vista da acção política muito do que vemos é a implementação de princípios e conceitos que não chegam a funcionar, porque esbarram numa série de princípios também eles errados.

Corrijam-me se estiver errada, mas do ponto de vista político, aquilo que se faz é procurar limitar a linguagem ofensiva, em termos de discurso, utilizar uma escolha muito criteriosa de palavras politicamente correctas, proibir grupos sociais de discriminar a comunidade LGBT, implementar estudos sobre a diferença (a maior parte das vezes tentando explicar para se tornar aceitável), e por aí vamos…

Resumindo: limitar, eliminar, proibir e requerer é a linguagem dos activistas políticos. A política é um processo de manipulação coerciva que tem como fim o poder, e quando falha, o resultado é normalmente um debate feio, polarizado e dividido.

Voltando um pouco a um post anterior em que falava de harmonia, encontro nesse conceito uma linguagem e processos completamente diferentes. Nesta linguagem encontramos lugar para termos como: ouvir, compreender, aceitar, expandir e encorajar. Há um processo de interacção cujo fim pretendido é o respeito, e quando isto falha, o resultado é a dor.

Sem a dor, os activistas políticos não teriam campo de manobra, e a dor é o preço que inevitavelmente teremos de pagar no processo de construção da harmonia. Em vez disso, os activistas políticos querem fazer-nos acreditar que conhecem um atalho que passa ao lado da dor, mas estão errados. Eu sei que estão, porque as sugestões que eles vão fazendo falam directamente à minha própria dor.

A minha dor, mesmo quando ainda não tinha dado o passo de assumir publicamente a minha orientação sexual, era diariamente avivada pelos meus colegas de escola, pelos meus amigos e mais recentemente também pelos meus colegas de trabalho. Bastava ouvir as suas conversas e a forma como se referiam a mulheres como eu: fufas, sapatonas, anormais, etc.. Hoje, esta ainda é a realidade nas escolas do nosso país, e em muitos meios sociais.

O verdadeiro problema no entanto é a parte sentimental que está por detrás da linguagem ofensiva, não a expressão do sentimento. Se eu chego a casa e o visor do ar condicionado indica 8ºc, eu sei que terei de ajustar a temperatura, e de nada me servirá em vez disso dizer ao aparelho de ar condicionado para parar de indicar 8ºc porque isso me aborrece.

É certo que as pessoas não são aparelhos de ar condicionado, elas têm consciência e deviam ser responsabilizadas pelas suas acções. Mas pense um pouco e diga-me se realmente concorda e acredita nisso. Se alguém não se sente confortável junto de pessoas de uma determinada orientação sexual, não gosta de alguém de uma determinada raça, ou se opõe até à possibilidade de as mulheres terem um estatuto de igualdade em relação aos homens, posso condenar essa pessoa por ter esses sentimentos? Estarei suficientemente segura da minha própria moralidade para poder condenar os outros e dizer que eles são maus? Sei o suficiente sobre as emoções humanas para decidir à partida que nada justifica esse tipo de sentimentos e que assim, essas pessoas merecem ser castigadas?

Não. Eu recordo bem demais a forte influência da minha própria educação, imperfeita, e conheço bem demais os meus próprios erros para fazer tal julgamento.

Poderá dizer que não lhes estamos a pedir para mudar os seus sentimentos, mas apenas que não expressem sentimentos que magoem outras pessoas. Este é exactamente o ponto onde quero chegar.

A nossa constituição proíbe o racismo, sexismo e homofobia e desta forma obriga os cidadãos a agir como se não fossem racistas, sexistas ou homofóbicos, mesmo que a realidade seja outra. Mas do meu ponto de vista, só um político poderia encarar isto como uma vitória.

No passado, e relacionado com recomendações feitas sobre a limitação de expressão de ideias não Cristãs, Thomas Jefferson disse o seguinte: “A limitação pode fazer com que ele (um não Cristão) seja pior, transformando-o num hipócrita, mas nunca fará dele um homem mais verdadeiro


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